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“Uber dos ônibus” oferece primeira viagem por R$ 10 dependendo do trecho

Em busca de maior economia para se deslocar entre Estados, viajantes passam a utilizar novos serviços frutos da economia compartilhada

Por R$ 10, Isabela Peres voltou de um domingo das Mães em Belo Horizonte para o Rio de Janeiro, onde mora atualmente. Marcone Oliveira viajou de BH para São Paulo para ver a família e Daniel Cavallini veio passar o Natal em Minas com a família da namorada. Num primeiro momento, todos eles foram atraídos ao Buser, o “Uber dos ônibus”, pelo valor baixíssimo da passagem em um período de alta procura nas rodoviárias. Basicamente, o aplicativo faz o fretamento de um ônibus e o rateio do valor pelos passageiros – o que leva à redução de até 50% no valor das passagens.

O serviço faz parte hoje de uma nova tendência no turismo onde a economia compartilhada dita as regras. BlablaCar, Airbnb, Couchsurfing e Grabr são só alguns exemplos que também seguem essa linha.

Se inicialmente a apreensão era comum entre os usuários estreantes do Buser, o sentimento deu lugar à garantia de novas viagens. É o que conta o fotógrafo Marcone Oliveira, de 31 anos. Ele usou a plataforma pela primeira vez no final do ano passado para ir a um evento em São Paulo. “Cheguei no terminal e fiquei sem saber se tinha ônibus ou não. Não embarcar dentro da rodoviária foi estranho a primeira vez. Hoje, uso e divulgo.”, explica.

Marcone conta que foi surpreendido positivamente pela qualidade do ônibus. “Tenho 1,86 m de altura e fui dormindo super confortável. E o motorista ainda entregou Kitkat antes da partida”, lembra.

Além do Buser, o fotógrafo utiliza Waze Carpool, o appde caronas do Google, para fazer rotas diárias ao trabalho. Em média, ele gasta cerca de R$ 4. O serviço une passageiros e motoristas com o mesmo trajeto em um horário específico. Ele também tentou utilizar o BlaBlaCar para fazer viagens dentro do estado, mas ainda não conseguiu nenhuma corrida. A startup francesa é direcionada à caronas de longa distância .

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Já por plataformas como o Click Bus (clickbus.com.br) e o DeÔnibus (deonibus.com), Marcone economiza tempo nas filas da rodoviária comprando passagens online.

Em família

A bibliotecária mineira Isabela Peres, de 30 anos, mora no Rio de Janeiro desde 2016 e, ao menos, duas vezes por mês viaja entre BH e a cidade. Ela usou o serviço do Buser recentemente, no Dia das Mães. “Fui para BH de avião e, na volta, comprei passagem do Buser por R$ 10. O trecho de avião estava por volta de R$ 400.”, diz.

Ela conta que pretende usar a plataforma novamente porque gostou do ônibus leito e do serviço oferecido: os motoristas estavam uniformizados e o horário foi comprido. Apesar disso, Isabela não gostou do local escolhido para o desembarque no Rio, em frente na av. Beira Mar. “É um lugar que não tem estrutura nenhuma de banheiro ou lugar para comer. E, a noite, é um lugar perigoso”, observa. Por isso, a bibliotecária recomenda que os usuários fiquem atentos aos pontos de embarque e desembarque.

Já o micro empresário Daniel Cavallini, de 35 anos, viajou quatro vezes com o Buser. Ele ficou sabendo do serviço pela namorada Ana Paula Gaspar. No final do ano passado, ele veio a Minas para passar o fim de ano com a família dela. “A passagem do leito cama em outras empresas era R$ 400 . No Buser estava saindo por R$ 150”, conta.

Ele acredita que a novidade é boa para os usuários, porque dá uma mexida no mercado. “Não ficamos dependendo de empresas que têm o monopólio sobre algumas rotas”.

 

BlaBlaCar: o app queridinho de caronas para os mochileiros

A analista de sistema Daniele Prodo, de 32 anos, é usuária assídua do BlaBlaCar, plataforma de caronas para longa distância. “Devo ter usados umas quinze vezes. Tenho uma empresa de desenvolvimento de TI e fiquei seis meses como nômade no Brasil”, conta. Daniele explica que, normalmente, gasta de R$ 50 a R$ 80 por deslocamento entre estados, enquanto pelo aplicativo ela consegue pagar até a metade desse valor.

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“Eu já costumo usar outros aplicativos como o Airbnb, então foi bem tranquilo usá-lo. Só uma vez que o motorista cancelou a viagem em cima da hora”, explica. Daniele diz que é importante avaliar o perfil do motorista que está propondo a viagem. “Veja os comentários das pessoas que já viajaram com ele e se é pontual”, aconselha. O BlaBlaCar conecta motoristas dispostas a dar carona e passageiros. A ideia é dividir o valor da gasolina e tornar a viagem mais em conta para todos; não oferecer um meio de lucro ao motorista.

 

Buser

Ao se cadastrar, você seleciona um grupo de viagem e faz sua reserva. O valor do fretamento do ônibus será dividido pelo passageiros. O valor é pago por cartão dentro do aplicativo. Caso o número de passageiros não seja atendido, a viagem é cancelada e seu dinheiro devolvido. A primeira viagem sai por R$ 10 e há descontos para quem divulga o app. buser.com.br.

 

BlaBlaCar

Você pode pegar ou dar carona. Basta dizer para onde vai, quando e de onde vai sair. Você escolhe a viagem e acerta o valor no momento da partida. Cada pessoa tem um perfil onde é possível conferir avaliações dos outros usuários, além de informar suas preferências (pode ou não fumar no carro, é permitido levar animais e se gosta ou não de música para a estrada). blablacar.com.br.

Reportagem Original

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