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‘Uber da aviação’: voos compartilhados em jatos executivos são opção na pandemia

Foto: Divulgação

Hoje em dia viajar de jato executivo não é tão caro como muitos podem imaginar. Modalidade recente no mercado brasileiro, os voos compartilhados permitem aos passageiros desfrutar do luxo e conforto de uma autêntica aeronave VIP a preços acessíveis.

Criada em 2016, a Flapper é atualmente o maior empreendimento dessa categoria no Brasil. Desde sua a estreia, a empresa realizou mais de 10 mil voos e transportou cerca de 40 mil passageiros pelo Brasil e para o exterior. Isso tudo sem possuir uma única aeronave.

Tal como a Uber ou outros aplicativos de transporte, que usam automóveis de motoristas cadastrados, empresas de voos compartilhados oferecem seus serviços por meio de aeronaves privadas ou de empresas de táxi aéreo. O conceito surgiu nos EUA, quase ao mesmo tempo em que os apps de carros, no inícios dos anos 2010.

Do ponto de vista do usuário, a experiência de compra do voo compartilhado também é parecida com a concepção da Uber. Por meio de um aplicativo de smartphone, o passageiro reserva o assento num voo agendado na plataforma.

O aplicativo da Flapper também oferece o fretamento de um avião inteiro ou helicóptero. Nesse caso, os usuários selecionam a partida e o destino, o número de assentos pretendido, o tempo de viagem e o horário do voo. Em seguida, o app mostra as aeronaves disponíveis. Outra empresa brasileira que atua nesse segmento é a Fly Adam.

“Não somos companhia aérea, nem empresa de táxi-aéreo. Somos uma empresa de tecnologia que opera no setor aéreo. Preferimos nos chamar de uma empresa de mobilidade aérea. Não possuímos frota própria e vendemos o serviço de táxi aéreo de maneira digital e compartilhada”, explicou o CEO da Flapper, Paul Malick, em entrevista ao CNN Brasil Business.

Segundo o executivo, cada operador cadastrado na lista de aeronaves da Flapper passa por um processo de verificação. “Tipicamente, visitamos a sua base e verificamos detalhes, como histórico de acidentes, número de horas de voo dos pilotos, plano de seguro e onde é realizada a manutenção. Os acordos variam desde fretamentos sob demanda, até contratos fixos com compra antecipada de horas de voo”, disse Malick.

“Os voos compartilhados constituem uma das principais linhas de negócio da empresa e incluem voos agendados e voos de ’empty leg’, com promoções de última hora de voo de ida. A empresa também oferece voos fretados, através do seu marketplace que hoje reúne mais de 630 aeronaves”, contou o executivo, acrescentando que cerca de 350 dessas aeronaves ficam baseadas no Brasil e as demais em países da América Latina. “Fora da região, utilizamos uma plataforma terceirizada, que nos dá acesso a quase 4.000 aeronaves pelo mundo.”

A frota terceirizada da Flapper inclui monomotores e bimotores a pistão, turboélices, jatos executivos de variados portes e diversos helicópteros. A maioria dessas aeronaves voam para destinos que nem sempre contam com operações regulares de companhias aéreas, como pequenos aeroportos no interior ou de cidades litorâneas –ou mesmo de helipontos em edifícios, no caso dos helicópteros.

Na visão de Malicki, empresas de voos compartilhados atraem principalmente clientes que planejam viagens de última hora. “No ano passado, a média era de 3 dias de antecedência. Hoje, estamos próximos a apenas um dia de antecedência.”

A reportagem do CNN Business pesquisou preços no aplicativo da Flapper e encontrou uma oferta interessante: assentos por R$ 1.200 num voo compartilhado na ponte aérea Rio-São Paulo (do aeroporto Santos Dumont para Congonhas) de jato executivo Embraer Phenom 100 (para até seis ocupantes), num sábado a tarde em pleno dia dos namorados (12/6). Como comparação, as passagens aéreas da Azul, Gol e Latam neste mesmo trecho (em aviões com mais 100 passageiros) e compradas de última hora custam entre R$ 850 e R$ 945 (nas opções de tarifas básicas).

Outra opção, um voo de Cessna Caravan do aeroporto Campo de Marte, na zona norte de São Paulo, para Angra dos Reis (RJ), no dia 18 de junho por R$ 850 o assento (o Caravan leva 8 passageiros). Os clientes podem pagar com cartão de crédito e têm a opção de dividir o pagamento em três parcelas.

Demanda por voos compartilhados aumentou na pandemia

Em tempos de pandemia e toda preocupação com higiene e distanciamento social, a Flapper se tornou um refúgio para os passageiros que buscam maior privacidade e segurança. “Estamos prevendo crescimento de três dígitos para este ano”, contou o CEO da empresa. “O Brasil tem quase 2.500 aeroportos conectados com aviação geral, e essas rotas podem ser comercializadas por assento.”

“Continuamos com demanda forte para destinos de mar e de interior. Muitos clientes estão trabalhando em casas de verão em vez de escritórios. Cresceu a demanda para Angra dos Reis, Paraty e Trancoso, além do turismo de vacina. Recentemente, realizamos mais de 10 voos para o Caribe e, então, para Miami”, relatou Malicki.

Ao mesmo tempo em que atende consumidores das altas classes sociais, o executivo diz que as empresas de voos compartilhadas também estão ajudando na “democratização” da aviação executiva. “Cerca de 40% de todos os clientes que voaram com a Flapper nos últimos 2 meses nunca haviam viajado numa aeronave executiva.”

“No futuro, a Flapper pode alcançar a classe média com voos em aviões elétricos ou eVTOLs, que terão custos operacionais menores”, acrescentou Malicki, imaginando as possiblidades da Flapper e de todo segmento de voos compartilhados.

Reportagem Original


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Veja também:  [Vídeo] Uber & Lyft Rideshare Driver's Podcast #35 (Delivery and Gig workers too)
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