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Uber cria cartão de crédito. Como isso afeta o mercado de pagamentos digitais?

Foto Unsplash

No final de outubro o Uber apresentou o seu cartão de crédito próprio, o Uber Money, e se lançou de vez no mundo dos pagamentos digitais.

Essa nova conta permite que os motoristas sejam pagos por suas viagens imediatamente, diferentemente do que acontecia anteriormente, em que era preciso aguardar um período para o resgate do dinheiro.

Além disso, há um serviço de cashback de 3 a 6% para pagamentos em postos de abastecimentos e também em outros serviços da Uber, com o Uber Eats.

Por enquanto a novidade está disponível apenas nos Estados Unidos, mas deverá receber expansão em breve.

Mercado oportuno

O Uber Money surgiu para facilitar o pagamento de seus motoristas, que vêm protestando em diversos países pelas taxas e condições de trabalho abusivas do serviço.

O cartão também é uma forma de oferecer uma vantagem competitiva aos táxis e outros aplicativos de carros, pois é o primeiro da categoria a criar um método próprio de pagamento.

Apesar de parecer uma situação oportuna, o serviço não é nenhuma novidade nos comércios digitais do momento. Os recursos de bancos remotos, pagamentos online e carteiras digitais estão a um passo de se tornarem norma, e não exceção nas esferas bancárias.

Além do Uber, a Apple lançou recentemente um cartão de crédito em parceria com o grupo financeiro multinacional Goldman Sachs, e o Facebook lançou a sua criptomoeda pessoal, a Libra.

uber

Declínio dos bancos tradicionais

Em uma matéria publicada pela Entrepreneur, estatísticas preveem que, até 2021, os acessos a bancos digitais deverão se equiparar às visitas a agências físicas, à medida que gerações mais velhas e aposentados começam a adotar as novas tecnologias.

Conforme os smartphones e a internet 4G se tornam mais acessíveis, os bancos online também ganham mais clientes e mais popularidade.

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O estudo prevê que, até 2024, 71% dos norte-americanos deverão usar aplicativos bancários móveis, enquanto 55% menores ainda continuarão usando agências físicas bancárias.

Nos Estados Unidos, inclusive, houve um fechamento de 3.312 agências entre 2015 e 2019, com previsão para mais 100 até o final do ano. Isso mostra um declínio já presente dos bancos tradicionais, que estão fechando suas portas para se reinventar e se tornar competitivos com o mercado das fintechs.

De acordo com diversos jornais brasileiros, a situação no Brasil é similar a dos EUA: cerca de 1.200 agências estão previstas para encerrar as atividades até o final de 2020, e atribuem uma preocupação direta a concorrência das fintechs.


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