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Uber completa cinco anos no Brasil, mas enfrenta queda no faturamento – Eu, Rio!

Neste ano, a Uber completa cinco anos de atividades no Brasil. A plataforma que surgiu com o objetivo de facilitar a locomoção das pessoas em diversos lugares do mundo trouxe a inovação quando o assunto é mobilidade urbana. De forma simples e original, o aplicativo iniciou um processo de conexão entre pessoas com carros e aquelas que precisavam de um veículo para se locomover.

De acordo com a empresa, o começo foi no Rio de Janeiro. Em seguida, São Paulo passou a fazer parte dos serviços e, hoje, ocupa o título da maior cidade em volume de viagens no mundo. Além disso, a Uber já pode ser utilizada em mais de 100 lugares do Brasil.

Ainda segundo a plataforma, a empresa deixou as cidades mais acessíveis e ofereceu novas opções para usuários e oportunidades de geração de renda para milhares de motoristas parceiros. Atualmente, a Uber está presente em 129 paises. Já são 17 bilhões de quilômetros rodados, 25 mil viagens do motorista mais frequente e cerca de 5 mil viagens do passageiro que mais usou o app.

Em abril deste ano, a empresa também divulgou dados sobre a sua receita no país no ano de 2018: US$ 959 milhões. O valor significou um aumento de 15,4% em relação a 2017. Já nos Estados Unidos, a receita aumentou 49% no período.

Apesar dos valores divulgados, no primeiro trimestre de 2019, a Uber teve um prejuízo de US$ 1 bilhão. Umdesempenho que revela uma desaceleração quando comparado aos anos anteriores e que pode indicar um impacto causado pelo surgimento de outros concorrentes. Em 2017, o faturamento chegou a US$ 831 milhões registrando um crescimento de 250% sobre o que foi arrecadado em 2016.

Concorrência

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Vale ressaltar que o pioneirismo da Uber promoveu não somente novas alternativas em relação à mobilidade urbana, assim como criou um novo mercado. Um ambiente que abriu as portas para empregos diferenciados e oportunidades de negócios.

Consequentemente, esse sucesso proporcionou o surgimento de uma ampla concorrência. Hoje em dia, são diversos aplicativos funcionando pelo mundo afora. No Brasil, muitos deles se adaptaram e conseguem atender os usuários de maneira segmentada.

A lista de concorrentes já é bem grande. Entre eles estão o 99POP, Cabify, 4move, YetGo, Levo, Me Leva, IdeDriver, ViaBee, WAE, Simbora, Seleto, MuvCar, 44, Driver Go, Brasil Go, Sampa, Servos, ES Driver, XMuv, Mana Driver, Partiu Rosa, Woman’s Driver, Lady Driver, Venuxx e o FemiTaxi.

Embora alguns deles atuem somente em determinados estados, ou atendam públicos específicos, o modelo virtual é cada vez mais competitivo e, realmente, exige o diferencial para atrair clientes e os motoristas colaboradores.

Fonte de renda

Imagem: Arquivo pessoal / Rodrigo Scofamo

Rodrigo Scofamo, 32, trabalha com o aplicativo há dois anos. Ele também utiliza o concorrente 99POP. Hoje, essas plataformas virtuais se tornaram a sua principal fonte de renda.

“Eu trabalhava como motorista de ônibus. Fiquei por seis meses em uma empresa, mas eu também fazia um curso de automação industrial. Era semipresencial e uma vez por semana, eu tinha que estar lá. Contudo, era complicado ter o apoio da empresa. Foi então que decidi sair, trocar de carro e começar a trabalhar na Uber. Em seguida, também sai do curso técnico e comecei a fazer a faculdade de automação”, contou Rodrigo.

Ele ainda falou sobre as vantagens e as desvantagens que enxerga na parceria com essas plataformas.

“Financeiramente, a Uber paga menos que o 99POP, por exemplo. A tarifa variável acaba sendo mais cara. Porém, a procura dos passageiros pelo Uber é maior e isso acaba sendo um atrativo a mais. O que significa que a plataforma é mais lucrativa. Apesar disso, eu espero que esse trabalho seja transitório. Afinal, tenho outros projetos como abrir uma empresa de automação com um amigo. Isso porque, a segurança no Rio de Janeiro é bastante complicada e não dá pra ficar se expondo a riscos”, explicou.

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Rodrigo destacou que embora seja uma fonte rentável, os aplicativos não oferecem segurança aos colaboradores.

“Em relação a segurança, o respaldo dos motoristas é bem superficial. Já vivi algumas situações em que tive prejuízo ou me expus a algum risco, mas não pude fazer nada. Pelo menos na Uber, o passageiro também é avaliado e podemos saber, a partir disso, dos riscos possíveis. Assim, eu sempre busco escolher os usuários por está nota e pela área que ele está. Essa é uma maneira de me proteger”, relatou.

Táxi versus Uber

A Uber não somente inovou, mas impactou um antigo segmento do transporte urbano: o táxi. Em diversos lugares do país, a discussão entre os taxistas e o aplicativo esquentou os ânimos. No Rio de Janeiro, por exemplo, o debate gerou grandes manifestações.

Em 2018, a Lei Federal 13.640 regulamentou a modalidade de transporte no país que já era prevista, desde 2012, pela Política Nacional de Mobilidade Urbana. A regulamentação possibilitou a organização da atividade e delegou as esferas municipais a responsabilidade de fiscalização do transporte individual privado. Essa medida acabou evitando a proibição das plataformas que sempre foram questionadas.

Tais questionamentos se originaram, principalmente, devido os impactos causados pela empresa. De acordo com o SIMEATAERJ (Sindicato Estadual dos Taxistas do Rio de Janeiro) e um estudo realizado em 2017 pela COPPE-UFRJ, a Uber reduziu em 50% a demanda por táxis no Rio de Janeiro. Tal índice comprometeu a qualidade e a segurança do sistema.

Segundo o SIMEATAERJ, uma nova pesquisa solicitada pela Câmara municipal do Rio de Janeiro deve apontar o desequilíbrio em todo o sistema de transporte da cidade. A programação é que a análise seja publicada em julho e que contribua no debate para regulamentação do serviço.

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“Posso garantir que o serviço de táxi e, até dos aplicativos vai passar por um sucateamento que deve comprometer a segurança dos usuários. As tarifas aplicadas são insuficientes para a prestação do serviço e isso já pode ser notado nas ruas. A frota de táxis que, antes das olimpíadas, era a mais nova do país mostra sinais de sucateamento.
A frota dos carros por aplicativos também mostrou uma acentuada queda de qualidade. Os carros pretos de luxo, por exemplo, praticamente sumiram”, adiantou Fabianno Santana, assessor de comunicação do sindicato.

Entre os últimos reajustes do app estão o aumento da multa por atraso de R$7 para R$10 e o acréscimo da fatia do aplicativo nas corridas de 25% para até 35%, dependendo do trajeto realizado.

A reportagem do Portal Eu,Rio! procurou a assessoria da Uber para tentar um posicionamento da empresa sobre a relação com a concorrência, a qualidade do serviço oferecido e ainda sobre o futuro da plataforma, mas até fechamento desta matéria, não obteve resposta.

Reportagem Original


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