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Sem paciência para o tédio, Luiz usa Uber e dança como terapias

O motorista que não sabia dançar virou o jogo e agora aceita qualquer convite pelos bailes da cidade

Luiz e sua esposa Maria Ester dançando chamamé. (Foto: Paulo Francis)

Na hora dos passos de dança, Luiz Antônio Joaquim, de 72 anos, brinca que parecia um robô de tão duro. Por isso, já recusou muito convite por aí para dançar. Quem o encontra hoje nas festas nem imagina que o homem que também é motorista de aplicativo precisou persistir para virar um “pé de valsa”.

Em meio às risadas Luiz recorda os desafios. “Minha professora dizia que nunca deu aula para alguém tão ruim como eu”, disse. Apesar de ter pais baileiros, a vontade de aprender dançar surgiu somente aos 60 anos. De lá pra cá, ficar em casa virou lenda e só mesmo a pandemia o segurou.

Após ser diagnosticado com covid-19, Luiz também precisou se afastar da empresa que tem com o filho, de reflorestamento. Depois da recuperação, preferiu evitar o retorno para da atividade.

O único problema foi que os dias ficaram tediosos e para resolver, escolheu encarar uma nova profissão, a de motorista de aplicativo. “Funciona como terapia para mim porque percorro vários cantos de Campo Grande e acabo vendo pessoas diferentes”, comenta.

Luiz sorridente, agoa curtindo um dos bailes da cidade. (Foto: Paulo Francis)
Luiz sorridente, agoa curtindo um dos bailes da cidade. (Foto: Paulo Francis)

Com o fim do toque de recolher e a liberação de festas, Luiz tem se dividido entre ser motorista e dançarino. Onovo molejo, rendeu até um novo amor. Em uma das aulas, o motorista encontrou sua parceira de dança para todas as festas.

Maria Ester Gonçalves Santos, de 50 anos, acompanha Luiz em todos os bailes e quando não pode comparecer, apoia seu marido para curtir sem ela. Parceiros, os dois combinam até na pontualidade para chegar aos eventos. “Sou mais caxia com horário do que ele. Se marca às 19h comigo, dez minutos antes já estou no local”, comenta Maria.

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Graças a essa metodologia o casal, os conseguem os melhores lugares para apreciar o baile. Os amigos que sabem disso fazem questão de ligar para pedir um espaço na mesa. Em muitas ocasiões Luiz acaba sendo o bendito fruto entre as mulheres e arrisca uma dança com todas. “Quem mandou aprender bailar”, brincou.

Além disso, Luiz quis uma dica para quem é um robozinho na hora de dançar. “Faça aulas. Peça para começar com chamamé ou vaneira, depois desse dois os outros ritmos serão mais fáceis de aprender”, finaliza.

Casal aprendeu dançar e nunca mais largaram um do outro. (Foto: Paulo Francis)
Casal aprendeu dançar e nunca mais largaram um do outro. (Foto: Paulo Francis)

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Reportagem Original


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