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Professora arrancada de carro por motorista de aplicativo estava a caminho de aldeia para atividades do abril indígena

O g1 Paraná tenta localizar advogado do motorista.

Vídeo gravado pela passageira mostra o motorista da empresa 99 a chamando de “pé de barro” e a arrancando do carro. De acordo com a professora, o endereço indicado no GPS não correspondia ao destino correto. Leia mais abaixo o que diz a companhia.

A RPC foi até a aldeia indígena neste sábado (23) e conversou com Dayane. Ela contou que tudo aconteceu na última quarta-feira (20) quando ela tentava chegar ao território para um evento do Abril Indígena, mês dos povos indígenas.

Neste sábado, ela finalmente conseguiu apresentar os trabalhos feitos pelos alunos dela sobre a cultura indígena para a comunidade de Piraquara.

“É triste, é lamentável, dá medo, dá receio, mas eu sou uma guerreira, e eu vou continuar, sim, vindo aqui, eu vou continuar contribuindo com a luta”, afirma.

2 de 2 Professora conseguiu neste sábado (23) mostrar à aldeia trabalho sobre os povos indígenas — Foto: RPC Curitiba

Professora conseguiu neste sábado (23) mostrar à aldeia trabalho sobre os povos indígenas — Foto: RPC Curitiba

Então, relata ela, o motorista exigiu que ela pagasse mais R$ 15 para ele deixá-la no local desejado.

Ao insistir que deveria desembarcar no local correto, o motorista teria começado a retornar para o ponto onde ela embarcou no veículo, um mercado em Piraquara. Nesse trajeto, afirma a professora, ele teria começado a ofendê-la. Assista:

Motorista se recusa a levar passageira a comunidade indígena e arranca ela do carro

Dayane afirma ter sido deixada no meio da rua e que precisou pedir ajuda para a comunidade indígena para conseguir chegar ao território.

“Eu acredito que teve uma dose de motivação racista, sim, por conta das ofensas que ele profere, de falar que não vai levar ninguém a aldeia indígena, começou a me chamar de ‘pé de barro'”, avalia.

Dificuldade para registrar a ocorrência

Na própria quarta-feira, a professora tentou registrar um boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher, mas foi informada de que não era possível fazer o procedimento ali por não se tratar de um caso sobre a Lei Maria da Penha.

Na quinta-feira (21), ela foi à Delegacia de Piraquara, que estava fechada por causa do feriado. Ela só conseguiu registra o B.O nesta sexta (22).

Em nota, a empresa 99 lamentou profundamente o episódio e disse que tão logo tomou conhecimento do caso, bloqueou o perfil do motorista e mobilizou uma equipe para oferecer acolhimento à vítima.

“Esclarecemos que temos uma política de tolerância zero em relação a qualquer tipo de discriminação e violência e repudiamos veementemente o caso […] A plataforma está disponível para colaborar com as investigações das autoridades locais”, reforçou a empresa.

VÍDEOS: os mais assistidos do g1 PR

Reportagem Original


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