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Jornalista baiano denuncia motorista de aplicativo por injuria racial

Caso aconteceu na última quinta-feira (5), no bairro do Rio Vermelho

O assessor de imprensa baiano Yuri Silva relatou em sua rede social ter sido vítima de injuria racial na noite da última quinta-feira (5). O jornalista relata que tentava entrar no veículo quando o motorista de aplicativo disse: “Gente como você não”. Indignado com a situação, o assessore de imprensa desabafou em seu perfil no Facebook.

“O motorista do Uber, agora no Rio Vermelho, eu saindo de uma degustação de vinhos, olhou para minha cara, pela janela, e disse “Gente como você não”. E arrastou o carro, enquanto minha mão ainda estava na maçaneta tentando abrir a porta. Racista filho de um escroto!”, postou. Yuri tentou reclamar imediatamente no aplicativo, mão conseguiu. “Estou tentando denunciar na Uber, mas não estou achando a ferramenta correta. O registro do carro dele não aparece no histórico, porque ele não chegou a iniciar a corrida, cancelou antes. Que raiva que eu estou”, completou.

A denúncia não se limitou a redes sociais. Yuri Silva buscou contato da empresa que se colocou a disposição do comunicador para auxiliar no processo de acusação. “Já estou em contato com a Gerência da Uber no Nordeste que pediu meus dados pra identificar o motorista e investigar a situação. Foram super solícitos comigo e rápidos ao agir, logo após eu contatá-los”, escreveu em sua rede social.

Yuri contou ainda que foi atendido por um motorista com dificuldades na fala. “Logo na sequência, como em todos os casos de cancelamento, veio outro motorista, que estava a 1 minuto de distância e me atendeu de forma super gentil. Ele era mudo e fez de tudo, mesmo com a limitação da fala, para me acalmar e me trouxe até em casa. Maravilhoso!”, contou. 

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Ao PNotícias, o jornalista afirmou que a empresa está tratando diretamente com ele. Yuri informou que recebeu dados suficientes para prestar uma queixa e assim o fará. Em sua rede social ele voltou a comentar. 

“Eles [Uber] me ligaram hoje no meio da manhã e foram bastante atenciosos. Me pediram desculpas (o que não adianta muito) e fizeram todo o protocolo de dizer que essa prática não corresponde aos termos pregados pelo aplicativo. Eu fiz todo o relato novamente, para que o registro ficasse na ligação, que estava sendo gravada, e pontuei ainda a responsabilidade da Uber na formação dos seus motoristas antes que eles fossem para a rua atender outras pessoas (e que antecedentes criminais somente não garantia o bom serviço)”, contou. 

Yuri Silva prestará a queixa na segunda-feira (9) na polícia, pois aguarda recebimento dos dados do motorista de maneira oficial. Segundo ele, o caso será registrado também no Centro de Referência Nelson Mandela. 
 

Reportagem Original


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