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Entregadores e motoristas de Uber, 99 e iFood fazem greve nesta terça (29)

Trabalhadores de aplicativos de entrega e transporte realizam nesta terça-feira (29) uma paralisação nacional pela melhoria nas condições de trabalho e nos ganhos de empresas como Uber, 99 e iFood. A greve deve ter alcance em todo o Brasil e afetar principalmente as grandes capitais, com adesão de funcionários de nas cidades de Campinas (SP), Campos (RJ), Juiz de Fora (MG), Região dos Lagos (RJ), Ribeirão Preto (SP), Santos (SP) e Volta Redonda (RJ).

A manifestação começou às 8h e não tem hora para acabar. Na pauta de reclamações está a queda no lucro em razão dos recentes aumentos no preço dos combustíveis, algo que afetou tanto as corridas quanto as entregas.

A greve geral afeta o Brasil inteiro e já causa impactos para a população (Imagem: Reprodução/CSB)

Motoristas e entregadores querem que as empresas reponham as perdas, estipulem valor mínimo de corridas (R$ 10) e lutem pela regulamentação da profissão. Hoje, esses profissionais não possuem direitos trabalhistas nem indenizações, portanto precisam trabalhar de sol a sol para tirar seu sustento.

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Como será a greve dos motoristas e entregadores?

Em São Paulo, o ponto de encontro foi em frente à sede da Uber do Brasil, no Parque Industrial Tomas Edson, na região da Barra Funda. Já os motoristas do Rio de Janeiro se reuniram no aeroporto Santos Dumont e seguiram rumo ao escritório do Uber, localizado na avenida Presidente Vargas, no Centro.

Eles levaram bandeiras, fizeram buzinaço e tentam negociar as melhorias com representantes das empresas mencionadas. Por enquanto, não estão previstas paralisações gerais nem fechamento do trânsito para não penalizar outros trabalhadores, mas os reflexos já são notados.

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O que reivindicam os motoristas e entregadores paralisados?

Esses são os principais pedidos dos trabalhadores:

  • Fixar a porcentagem que a Uber recebe em 20%;
  • Corrida mínima no valor de R$ 10;
  • Reajuste do valor do quilômetro para todas as corridas: Uber X (R$ 2), Comfort (R$ 2,40) e Black (R$ 3,20);
  • Pagamento do tempo em corrida R$ 0,20 o minuto;
  • Pagar o deslocamento até o passageiro;
  • Mostrar o local de destino com informações mais específicas;
  • Todas as categorias, incluindo Uber Pro, devem ter contato direto com o suporte por telefone;
  • Bolsões em aeroportos (também para áreas de embarque e desembarque);
  • Melhorar os incentivos para os motoristas com melhor pontuação;
  • Câmera em todos os carros de motoristas mulheres;
  • Detalhar os valores de todas as corridas de categorias.

Independentemente do resultado das tratativas de hoje, um novo protesto está marcado para a próxima sexta-feira (1º). A data foi escolhida por representar um movimento marcante, ocorrido há dois anos no mesmo dia. Este fato ficou conhecido como “Apagão dos Apps” em razão da dificuldade em conseguir um serviço nos principais apps do Brasil.

O que dizem as empresas?

Por enquanto, ainda não se sabe quais reivindicações serão aceitas. Em entrevista para o UOL, o iFood diz que respeita o direito de manifestação e manterá o diálogo aberto com os entregadores para buscarem melhorias. O app de delivery diz que implementou medidas recentes para atender à categoria, como reajuste de 50% no valor mínimo do quilômetro rodado (passou de R$ 1 para R$ 1,50) e da taxa mínima (de R$ 5,31 para R$ 6).

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A 99 informou que os motoristas de 1,6 mil cidades tiveram um reajuste na última quinta-feira (23) de R$ 0,10 a mais por quilômetro rodado para cada R$ 1 de aumento no combustível. Para fazer esse cálculo, a empresa considera a listagem de preços médios divulgados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

A Rappi disse ao UOL que respeita a manifestação pacífica e assegura ter aumentado em cerca de 40% as tarifas repassadas aos entregadores entre junho de 2021 e fevereiro de 2022. A empresa não disse se pretende fazer outras mudanças com os recentes aumentos dos últimos três meses.

Já a Uber ainda não se pronunciou até o momento. A empresa é certamente uma das mais afetadas pelas mudanças no cenário econômico brasileiro — está cada vez mais difícil conseguir um motorista para fazer corridas, principalmente se for para locais muito distantes ou de difícil acesso.

Fonte: UOL Economia  

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Reportagem Original


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