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Conheça a trajetória do cadeirante Cleber Vaz, que trabalha como entregador no Uber Eats

Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Conteúdo Especial — Portal Manaus Alerta

“Nenhuma empresa contrata cadeirante. As vagas de PCD são preenchidas por pessoas que possuem pequenas deficiências, como por exemplo, quem não tem um dedo. Então, por conta disso, eu vi uma oportunidade nos aplicativos para trabalhar”, essas são as palavras do cadeirante Cleber de Oliveira Vaz, de 39 anos, que trabalha como motoboy por aplicativo há aproximadamente um mês, fazendo entregas no Uber Eats e Bee Delivery.

Exemplo de força de vontade e fé, Cleber não mede esforços para sustentar a família. Em entrevista ao Portal Manaus Alerta por telefone, o ‘Uber Cadeirante’ – como foi carinhosamente batizado pela nossa equipe – contou que, todos os dias, sai junto com a esposa Adriana Vaz, de 32 anos, para vender bolo caseiro de milho e macaxeira nas ruas de Manaus.

“Há 17 anos que vivo nessa condição. Eu tento me virar do jeito que eu posso. Meus amigos conhecem a minha história de vida. Fui baleado quando tinha 21 anos e acabei ficando paraplégico. Então, esse foi o modo que eu vi para ajudar a sustentar a minha família, pois as coisas não estão fáceis”, contou o autônomo de 39 anos.

Na semana passada, um vídeo de Cleber fazendo entregas pelo aplicativo Uber Eats viralizou nas redes sociais. Assista:

Cleber contou, ainda, como se iniciou sua trajetória na atual profissão de entregador. “Comecei a vender bolos na rua junto com a minha esposa, quem sempre me deu muita força. Por causa disso e da falta de oportunidades para PCD, eu passei a me interessar em ir atrás do kit de mobilidade urbana motorizado para cadeirantes. Consegui graças à Associação dos Deficientes Físicos, a Adefa, que tem me ajudado muito”, continuou ele.

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Ainda em contato com a equipe do Portal Manaus Alerta, Cleber comentou que perdeu um sobrinho de 14 anos há pouco menos de dois meses e, por conta disso, acabou entrando em depressão. “Ele [sobrinho] estava morando comigo. Depois que ele morreu, fiquei muito mal com a perda e entrei em depressão. Mas, graças a Deus, eu consegui sair dessa por causa da profissão que tenho hoje. Ser entregador salvou a minha vida”, relatou.

Há dois anos, Cleber se tornou diácono da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Amazonas (IEADAM). Segundo ele, fazer a obra para o Criador também é o que lhe motiva a continuar. “Ajudo como Diácono na igreja aqui do bairro, resgatando vidas de jovens perdidos que precisam de amor. Isso me motiva a ser alguém melhor todos os dias, não só para a minha família, mas para os outros também. É importante fazer o bem e ajudar na obra de Deus”, explicou ele.

Além de morador do bairro Aleixo, situado na Zona Centro-Sul da capital amazonense, Cleber é casado e pai de três filhos pequenos – um menino de 13, uma menina de 9 e outro menino de 5 anos – a quem se dedica total e incondicionalmente para criar e educar da maneira correta.

Por Narel Desiree – Portal Manaus Alerta

Reportagem Original


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