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CEO do Softbank se diz ‘envergonhado’ por resultados de WeWork e Uber

Masayoshi Son não está feliz. O CEO do SoftBank disse estar “impaciente” e “frustrado” pelo seu histórico de investimentos em startups que estão no prejuízo. Comentário foi feito depois de WeWork e Uber, duas das suas principais startups investidas pelo seu fundo Vision Fund, reportarem perdas bilionárias. 

“Estou envergonhado e impaciente. Afinal, olhando para o crescimento de empresas nos Estados Unidos e na China, há uma forte sensação de que isso não é suficiente”, afirmou à revista japonesa Nikkei Business.

O WeWork cancelou sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) quando viu sua avaliação, que chegou a ser de US$ 47 bilhões, cair substancialmente. A startup de compartilhamento de escritórios teve resposta negativa de investidores potenciais, não apenas por somar custos devido a sua expansão acelerada, mas também em razão do controle firme de Adam Neumann na empresa. O CEO chegou a ser afastado do cargo.

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“Recentemente, tenho dito aos fundadores que ‘conheçam o seu limite'”, disse Son. “Conhecer suas limitações ajudará a liberar possibilidades ilimitadas”. O SoftBank já investiu US$ 10 bilhões no WeWork.

O Uber é outra startup do banco operando no prejuízo. O preço das ações da startup caiu abaixo do preço do IPO, enquanto que as perdas continuam a subir.

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O SoftBank já está sentindo os efeitos desses seus investimentos: as ações do banco chegaram a cair 30% nesta semana em relação ao pico de julho deste ano.

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Para piorar, de acordo com a Reuters, o banco não está conseguindo atrair investimentos para cumprir a meta do seu segundo Vision Fund de somar US$ 108 bilhões – valor superior aos US$ 100 bilhões do primeiro fundo.  

Mesmo assim, Son, que está mais dedicado a operação do Vision Fund, está otimista com seus negócios. “Empresas como WeWork e Uber são criticadas por estarem no vermelho, mas em 10 anos estarão obtendo lucros substanciais”, afirmou.

No início de 2019, o Softbank lançou um fundo de investimento na América Latina que está investindo em diversas startups brasileiras, como Buser, Quinto Andar e Banco Inter, além da colombiana Rappi.

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Reportagem Original


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