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Busca por descontos em aplicativos de transporte cresce 40% em meio à greve dos caminhoneiros, diz pesquisa

A dificuldade para abastecer carros particulares e a diminuição da frota de ônibus em diversos municípios por causa da greve dos caminhoneiros fez crescer o número de buscas por desconto em aplicativos de transporte. O aumento ocorre em meio ao aumento das tarifas de diversos serviços por causa da greve dos caminhoneiros.

Em dias de maior demanda, serviços de aplicativos como Uber, Cabify, 99 e Easy Taxi costumam ficar mais caros, graças ao aumento do número de pedidos. Por isso, somente neste fim de semana a procura por códigos de desconto para esses serviços aumentou 40% em relação à semana anterior. O levantamento, que é nacional, foi divulgado nesta segunda-feira (28) pelo site Cuponomia, que reúne códigos promocionais para compras online.

Motoristas lotam posto reabastecido na Avenida Rui Barbosa, no Recife, em busca de combustível — Foto: Pedro Alves/G1
Motoristas lotam posto reabastecido na Avenida Rui Barbosa, no Recife, em busca de combustível — Foto: Pedro Alves/G1

Ainda de acordo com a pesquisa, o dia em que houve a maior procura por descontos na semana passada foi o sábado, quando houve mais de 20 mil buscas por preços mais baratos para se locomover – mais que o dobro do que os outros dias. No total da semana, foram quase 93 mil tentativas.

“Em datas como essa, onde há uma grande demanda, as buscas foram de até 1,5 vez maior do que um dia comum”, diz o Ivan Zeredo, diretor de marketing do site.

Segundo a agência Reuters, motoristas de empresas como Uber, Cabify e 99 têm deixado de trabalhar nos últimos dias por causa da falta de combustíveis. No entanto, nenhuma das empresas divulgou dados sobre número de motoristas em atividade ou sobre impactos da greve dos caminhoneiros no número de viagens.

Em nota enviada à agência, a Uver disse que reforçou os canais de atendimento para motoristas e passageiros para “prestar o suporte que for possível” durante a greve. A empresa tem registrado preços de corrida acima do normal nesse período de maior demanda.

A rival Cabify também fez um ajuste de preços para atender. Em nota, a empresa disse que alterou a tarifa mínima em determinadas cidades por período indeterminado, mas afirma estar “estudando as melhores formas para balancear o impacto dessa alta no preço do combustível sem que isso inviabilize a prestação de serviços pelo motorista e atinja diretamente os valores cobrados dos usuários”.

A 99, por sua vez, controlada pela chinesa Didi Chuxing, definiu um teto no preço variável em cidades de todo o país. “Com a iniciativa, esperamos equilibrar a oferta e a demanda de carros particulares (Pop) sem incorrer em preços atípicos”, afirmou a empresa, ainda segundo a Reuters.

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