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Bolsas da Ásia fecham em alta; Hong Kong tem leve baixa de olho na “Uber chinesa”

As principais bolsas asiáticas encerraram a sessão (03) em alta, pegando carona nos ganhos da véspera em Nova York, com os investidores promovendo ajustes nos preços dos ativos enquanto monitoram a disseminação da nova variante do coronavírus e as medidas dos governos para conter o ômicron. A exceção ficou com a Bolsa de Hong Kong, que teve leve baixa, digerindo a decisão da empresa de aplicativo de transporte Didi, a “Uber chinesa”, de deixar a Bolsa de Valores de Nova York (Nyse).

Ao final da sessão regular, a Bolsa de Tóquio fechou em alta de 1,00%, enquanto a de Seul avançou 0,78%. Também na região Ásia-Pacífico, a Bolsa de Sydney avançou 0,3% e a de Cingapura cresceu 0,32%.

Para Craig Erlam, da Oanda, os investidores parecem estar esperando notícias positivas sobre a eficácia da vacina contra a nova cepa do coronavírus e aproveitaram os níveis de preços para ajustar posições, antes que seja tarde demais. “Se não receberem as notícias que esperam, deve haver outro movimento acentuado para baixo”, ressalta.

Já na China, Xangai ganhou 0,94%, enquanto Hong Kong teve leve baixa de 0,09%. O destaque no noticiário ficou com a decisão da empresa chinesa Didi de sair da Bolsa de Valores de Nova York e pegar uma carona de volta para casa, mudando sua listagem para Hong Kong.

A decisão ocorre na esteira da exigência da SEC, o órgão regulador americano de valores mobiliários, de que as empresas estrangeiras listadas nos EUA divulguem suas estruturas de propriedade e relatórios de auditoria. No fim do ano passado, o Congresso dos Estados Unidos aprovou a Lei de Responsabilidade de Empresas Estrangeiras, levando a SEC a emitir regulamentos de listagem de empresas não nacionais no mercado acionário americano em março deste ano.

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De acordo com a nova lei, se o Conselho de Supervisão de Contabilidade de Empresas Públicas certificar que não foi capaz de revisar as auditorias de uma empresa por três anos consecutivos, a SEC deve removê-la do mercado. Antes, a SEC podia exercer o livre arbítrio e decidir sobre a deslistagem.

Porém, em meio à disputa entre as duas maiores economias do mundo, a adequação da regulamentação de mercado para que as empresas chinesas cumpram os pedidos de auditoria dos EUA coloca ao menos metade desse valor sob risco. O risco de que as ações de empresas chinesas sejam retiradas do mercado acionário americano pode colocar em risco US$ 1,1 trilhão aplicado por investidores.

Segundo o Asia Financial, cerca de 250 empresas chinesas listadas nas bolsas americanas serão forçadas a sair do maior mercado acionário do mundo em até três anos, se não cumprirem as normas de auditoria que o Congresso dos EUA definiu para a SEC.

Este conteúdo foi publicado originalmente no Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor Econômico

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