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Após quase seis meses, Uber Moto tem baixa adesão em Belo Horizonte: ‘total fracasso’


Foto: Itatiaia




A Uber lançou serviço de transporte por motocicleta em outubro do ano passado


Com a alta do preço da gasolina e o transporte público lotado, muita gente abre o aplicativo da Uber e pensa em pedir a opção de viagem por moto. O preço é convidativo. Em uma corrida de Venda Nova para a Praça Sete, no Centro de BH, o passageiro pode pagar até R$10 a menos se optar pela moto em vez do carro pelo aplicativo. Mas o  serviço em Belo Horizonte não é regulamentado e tem baixa adesão por parte de motociclistas. 

A estudante Maria Luiza Rabelo opta pelo serviço para economizar. “Eu uso porque eu acho muito mais barato. Estou no Caiçara e vou para o Coração Eucarístico. De carro, o valor normal é de R$26. De moto, pago R$13. A economia já ajuda a pagar a próxima viagem”.

Ela conta que usa o capacete oferecido pelo prestador de serviço. “Eu uso o capacete dos outros. Meus amigos até estão falando para  eu comprar um capacete porque é nojento. Eu não ligava muito, mas de tanto o pessoal falar, eu comecei a reparar”, contou. Ela conta que além do capacete, utiliza a máscara de proteção contra a Covid. 

Para Warley Leite, presidente da Associação dos Prestadores de Serviço que utilizam Plataforma Web e Aplicativos de Economia, não vale a pena levar passageiros.   “Pra mim, essa modalidade que a Uber lançou em Belo Horizonte é um total fracasso. Não existe uma demanda legal para as pessoas que querem ingressar como mototaxista da Uber. Por meio das entregas, o motociclista consegue uma renda maior”, avalia. 

Ele ainda pontua que aplicativo não oferece nenhum tipo de segurança para o motorista. “O prestador de serviço pode ser acionado em um local ermo e ter a motocicleta furtada. E, com isso, a vida do trabalhador também corre risco. Não temos visto muita adesão por parte dos prestadores de serviço”, avalia. 

O especialista em trânsito Silvestre de Andrade alerta para os riscos de quem usa esse tipo de serviço. Ele destaca que a moto é o principal veículo envolvido em acidentes com vítimas. “A proporção de perigo é muito maior para o passageiro do que para o motorista que, de alguma forma, está sob o controle e está percebendo o que está acontecendo. Como moto é um veículo que não oferece nenhum tipo de proteção, qualquer incidente, por menor seja, a probabilidade do passageiro ser jogado no chão é muito grande”, analisa. 

Ele ainda destaca que quem arca com os acidentes é a população. “Se gera um acidente, gera um atendimento hospitalar e isso é financiado pelo sistema público de saúde na maioria das vezes”.

O especialista ainda atenta para a importância da fiscalização. “Eu  acho interessante a oferta desse tipo de serviço à população. Claro que o item de segurança deve sempre ser fiscalizado em qualquer situação. Acho que esse tipo de serviço, que não é regulamentado em Belo Horizonte, precisa ser analisado sobre essa ótica e todos os itens de segurança que venham a ser colocados são insuficientes para uma prestação de serviço com segurança”, finalizou.

O que diz a PBH 

Em nota, a prefeitura de Belo Horizonte afirma que a lei que disciplina a prestação de serviços de transporte por aplicativos ainda não foi regulamentada. Reuniões pra discussão dos aspectos que envolvem a regulamentação foram suspensas em função da pandemia, mas vão ser retomadas em breve. 

O que diz a Uber 

Por meio de nota, a Uber informou que a ”Lei Federal 13.640/2018 regulamenta a atividade dos motoristas parceiros e delega aos municípios a competência para regulamentar e fiscalizar o transporte individual privado, mas nunca proibi-lo.”

Segundo a empresa, regras em desacordo com a regulamentação nacional do transporte individual privado (Lei Federal 13.640/18) esbarram na decisão do Supremo Tribunal Federal, ”que tem repercussão geral e estabeleceu que os municípios que optarem por regulamentar a atividade não podem impor requisitos que excedam os limites da legislação federal.”

“De modo geral, regulamentações municipais modernas favorecem ambientes de inovação e garantem aos cidadãos o direito de escolha sobre como se movimentar ou como gerar renda. A Uber está disposta a cumprir os itens da Lei Federal que regulamenta o transporte remunerado privado individual de passageiros”, afirma. 

A empresa ainda diz que todas as viagens feitas com a Uber incluem, entre outras medidas, a checagem de antecedentes dos parceiros e dão aos usuários a possibilidade de compartilhar com seus contatos a placa, a identificação do condutor e sua localização no mapa, em tempo real.

“Para se cadastrar no aplicativo da Uber e dirigir na nova modalidade, o motociclista parceiro precisa ter CNH com a observação de atividade remunerada (EAR). Entregadores parceiros que usam motocicleta e já estão cadastrados no Uber Eats podem optar por também fazer viagens de Uber Moto”, finalizou. 

*Com informações de Matheus Oliveira 

Reportagem Original


Caso ainda não conheça nossa comunidade, o Mundo Uber tem um fórum onde os membros podem interagir e postar dicas e dúvidas para os demais motoristas de aplicativo. Para acessar o fórum, é bem simples, basta clicar nesse link:
https://mundouber.com/forum/

Veja também:  Dá para pegar ônibus usando o aplicativo da Uber? Conheça essa nova função
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